quinta-feira, maio 15, 2008

Energia Eólica

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Fonte O vento resulta do deslocamento de massas de ar, derivado dos efeitos das diferenças de pressão atmosférica entre duas regiões distintas, e é influenciado por efeitos locais como a orografia e a rugosidade do solo.
Essas diferenças de pressão têm uma origem térmica estando directamente relacionadas com a radiação solar e os processos de aquecimento das massas de ar. Da energia proveniente do sol, cerca de 1 a 2% é convertida em energia eólica. Produção de energia A energia cinética, resultante das deslocações de massas de ar, pode ser transformada em:
- Energia mecânica através de aeromotores; - Energia eléctrica através de turbinas eólicas ou aerogeradores. Actualidade Em Portugal, o primeiro parque eólico foi criado em 1988 em Santa Maria (Açores), mas actualmente a distribuição destas centrais abrange quase todo o território nacional, 106 parques eólicos e 703 turbinas eólicas.
Apesar deste potencial, existiram uma série de barreiras que contribuíram para o fraco desenvolvimento da energia eólica em Portugal:
- Ligação à rede; - Impacto ambiental; - Procedimentos burocráticos. Futuro A energia eólica mostra-se como uma das fontes renováveis com maior potencial e maior desenvolvimento futuro, devido ao interesse despertado nas entidades e empresas responsáveis pelo desenvolvimento de grandes projectos para além do retorno financeiro bastante atractivo.

Energia Hídrica

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Fonte No ciclo da água, a precipitação sobre as montanhas cria escoamentos convergentes nos vales - os rios. Nestes existe um grande potencial energético: a energia hídrica. Conversão A energia disponível resulta da transformação da energia potencial de uma Massa de água em energia cinética. O processo inicia-se com a transformação da energia cinética da água em energia cinética de rotação da turbina hidráulica, e esta energia mecânica da turbina finalmente em energia eléctrica. A cada processo estará associado um rendimento na ordem dos 80%, dependendo da tecnologia empregue. A disponibilidade anual deste recurso depende da quantidade de água disponível para turbinar, sendo a pluviosidade, o regime de funcionamento e a bacia hidrográfica factores determinantes. Actualidade Em Portugal o potencial de aproveitamento de energia minihídrica está distribuído por todo o território nacional, com maior concentração no Norte e Centro do país.No entanto, apesar de terem sido licenciados 120 empreendimentos de utilização de água para produção de energia, destes 120 até a data apenas 44 estão em funcionamento. Razões para o fraco desenvolvimento da energia hídrica em Portugal: - dificuldades nos processos de licenciamento, onde intervêm uma série de entidades diferentes sem coordenação entre elas; - dificuldades na ligação à rede eléctrica por insuficiências da mesma; - a falta de critérios objectivos para a emissão de pareceres das diversas entidades; - restrições ambientais, em certos locais com potencial exploratório o impacte ambiental ou a legislação podem inviabilizar estes projectos; - a falta de recursos humanos face ao número de pedidos, leva a que os processos se tornem demorados. Futuro Será necessário: • melhor articulação entre os vários organismos intervenientes nos processos de licenciamento; • eliminação de indefinições relativas às competências legais na área de gestão do recurso hídrico; • definição de critérios operacionais de conciliação dos condicionamentos ambientais;

terça-feira, maio 13, 2008

Energia Solar

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Fonte No centro do sol, os núcleos de átomos de hidrogénio fundem-se originando núcleos de hélio. A energia resultante desta reacção é radiada para o espaço, e parte dela atinge a atmosfera terrestre. Uma vez que parte da energia inicial é reflectida ou absorvida pela atmosfera, num dia de céu claro é possível medir junto a superfície terrestre num plano perpendicular, cerca de 1.000 W/m².
Esta radiação disponível à superfície terrestre divide-se em três componentes:
- directa: a que vem "directamente" desde o disco solar;
- difusa: a proveniente de todo o céu excepto do disco solar, das nuvens, gotas de água, etc.;
- reflectida: proveniente da reflexão no chão e dos objectos circundantes. Princípio da conversão Qualquer objecto exposto à radiação solar "Q" aquece. Simultaneamente, há perdas por radiação, convecção e condução, que aumentarão com a temperatura do corpo.Chega um momento em que as perdas térmicas, "Qp", se igualam aos ganhos devidos ao fluxo energético incidente, atingindo-se a temperatura de equilíbrio, "tc".Assim, no equilíbrio tem-se: Q = Qp. Se conseguirmos extrair continuamente uma parte do calor produzido mudaremos as condições do equilíbrio anterior, ficando: Q = Qp + QuQu => Energia extraída do corpo ou energia útil. Vantagens: Tanto na sua forma mais simples, obtenção de água quente, como em outras aplicações do género, a significativa poupança energética e económica (que chega a atingir em alguns casos mais de 80%), e ainda a grande disponibilidade de tecnologia no mercado, são factores que transformaram a energia solar térmica numa das mais comuns, vantajosas e atractivas formas de energia renovável.
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Desvantagens: o elevado investimento inicial na instalação solar, apresenta-se por vezes como o maior entrave ao desenvolvimento desta solução.
Principais aplicações: - produção de Água Quente Sanitária (AQS), para uso doméstico, hospitais, hotéis, etc; - aquecimento de piscinas; - aquecimento e arrefecimento ambiente; - produção de água a elevadas temperaturas destinada a uso industrial. Actualidade Apesar de Portugal ser um dos países da Europa com maior disponibilidade de radiação solar, este recurso tem sido mal aproveitado para usos energéticos. Razões para o fraco desenvolvimento da energia solar em Portugal:
- algumas más experiências no primeiro período de expansão do solar (década de 80), associadas à falta de qualidade dos equipamentos e, sobretudo, das instalações, o que afectou negativamente a sua imagem; - falta de informação específica sobre as razões do interesse e as possibilidades desta tecnologia junto dos seus potenciais utilizadores;
- custo elevado do investimento inicial, desencorajando a adopção de uma solução que, pode competir com as alternativas convencionais;
- barreiras técnicas e tecnológicas à inovação quer ao nível da indústria, da construção e da instalação de equipamentos térmicos; - insuficiência e inadequação das medidas de incentivo. Futuro O cenário futuro para a energia solar mostra-se com algumas mudanças a médio prazo, estando previstas uma serie de acções e incentivos com vista ao desenvolvimento da energia solar.
Os dois principais vectores de desenvolvimento dos sistemas fotovoltaicos em Portugal serão os sistemas ligados à rede eléctrica e os sistemas autónomos destinados a electrificação rural.

terça-feira, abril 29, 2008

Energias Renováveis

De uma forma resumida, uma energia é renovável ...
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... quando não é possível estabelecer um fim temporal para a sua utilização; isto é, energias renováveis são energias virtualmente inesgotáveis, mas limitadas em termos da quantidade de energia que é possível extrair em cada momento.
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Assim, e tendo em conta a problemática das energias não renováveis/combustíveis fósseis, as fontes de energia renováveis surgem como uma alternativa ou complemento às convencionais.
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Torna-se então prioritário que, num país como Portugal, que não dispõe de recursos energéticos fósseis, o aproveitamento das fontes de energia renováveis seja um dos objectivos primordiais da política energética nacional.

Portugal e as Energias

E agora uma imagem só para divertir...
... porque uma imagem vale mais do que mil palavras!

terça-feira, abril 22, 2008

Energias utilizadas em Portugal

Em Portugal apenas 15 por cento do total da energia consumida é de origem renovável, uma tendência análoga aos países da União Europeia, que continuam dependentes das energias não renováveis, segundo dados divulgados em 21 de Janeiro de 2008[1].

Tal como observamos no gráfico, cerca de 85% da energia consumida em Portugal é importada e de origem fóssil (petróleo, carvão e gás natural), o que apresenta implicações tanto ao nível estratégico, como ao nível do desenvolvimento económico nacional e da competitividade das nossas empresas. Esta utilização excessiva de combustíveis fósseis, para além de levar ao esgotamento dos recursos não renováveis, provoca consideráveis impactos ambientais, tais como alterações climáticas e poluição do ar, água e solo, o que, ultimamente, se reflecte na qualidade de vida da população. No entanto, Portugal dispõe de vastos recursos energéticos renováveis, bem como das tecnologias necessárias para suportar qualquer crise energética que venha a acontecer no futuro. Basta ultrapassar algumas barreiras não técnicas, tais como: a falta de investimento, o pouco conhecimento dos benefícios económicos e ambientais das energias renováveis por parte do grande público e a falta de informação credível sobre o mercado destas tecnologias energéticas.

[1] Fonte: http://jorgeseguro.blogspot.com

Os Combustíveis Fósseis e os seus Riscos

Actualmente, a procura de energia assenta fundamentalmente nas fontes de energia não renováveis; fontes estas que são esgotáveis, uma vez que a sua capacidade de renovação é muito reduzida comparada com a utilização que delas fazemos.
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Carvão
É extraído de explorações minerais e foi o primeiro a ser mais utilizado. É o que se estima ter maiores reservas e o que acarreta maiores impactos ambientais, tanto em termos de poluição como de alterações climáticas.
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. Petróleo
Constituído por uma mistura de compostos orgânicos, é sobretudo utilizado nos transportes. É uma das maiores fontes de poluição atmosférica e motivo de disputas económicas. Estima-se que as suas reservas se esgotem daqui a 40 anos.
. . Gás Natural
Embora menos poluente, também contribui para as alterações climáticas. É utilizado como combustível, tanto na indústria, como nas nossas casas. Prevê-se que as suas reservas esgotar-se-ão nos próximos 60 anos.
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. Urânio
. É um elemento químico existente na Terra e que constitui a base do combustível nuclear. É utilizado na indústria de defesa e civil. Tem um poder calorífico muito superior a qualquer outra fonte de energia fóssil.
Apesar de ter conhecimento de todos estes riscos e de ter noção que os seus recursos energéticos se iriam esgotar, o Homem optou pelo uso intenso do petróleo e seus derivados, do carvão mineral e do gás natural. Como consequência, resulta o altíssimo grau de poluição ambiental em que o mundo se encontra hoje mergulhado, já que preferiu o desenvolvimento tecnológico mundial que estes recursos energéticos sustentam sem se importar com os danos que causaria.
De facto, os combustíveis fósseis são fortemente poluidores uma vez que libertam dióxido de carbono quando queimados – que o aumenta da temperatura na atmosfera – causando um grave problema: o aquecimento global, também conhecido por “efeito de estufa”.
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Reservas dos Combustíveis Fósseis e Consumo de Energia a nível Mundial

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